Missal Romano da Tradução Portuguesa; Direitos reservados ao Secretariado Nacional de Liturgia Portuguesa e à Conferência Episcopal Portuguesa. Criado para o uso no apostolado de evangelização no Habblet Hotel, por Enrico Montini. Em comunhão com Sua Santidade, Bonifácio III.

Oração Eucarística da Reconciliação, II

ORAÇÃO EUCARÍSTICA DA RECONCILIAÇÃO
II

Este prefácio é complemento com a Oração Eucarística em si e não pode ser substituído.

℣.  O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣.  Corações ao alto.
℟. O nosso coração está em Deus.
℣. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
℟. É nosso dever, é nossa salvação.

Abrindo os braços, diz o prefácio:
Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças, é nossa salvação glorificar-Vos pela ação que realizais no mundo, por nosso Senhor Jesus Cristo. No meio da humanidade dilacerada por divisões e discórdias, reconhecemos os sinais da vossa misericórdia, quando dobrais a dureza dos homens e os preparais para a reconciliação. Com a força do Espírito Santo moveis os corações, para que os inimigos procurem entender-se, os adversários se deem as mãos e os povos se encontrem na paz e concórdia. Pelo poder da vossa graça, o desejo da paz põe fim à guerra, o amor vence o ódio e a vingança dá lugar ao perdão. Por isso Vos bendizemos e damos graças e, com todos os coros celestes que eternamente Vos louvam no céu, proclamamos na terra a vossa glória, dizendo (cantando) numa só voz:

O povo, juntamente ao sacerdote, diz ou canta:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hossana nas alturas. Bendito O que vem em nome do Senhor. Hossana nas alturas

O sacerdote, de braços abertos, continua: 
Pai santo, Senhor do céu e da terra, nós Vos louvamos e bendizemos por Jesus Cristo, vosso Filho, que veio ao mundo em vosso nome. Ele é a palavra que salva os homens, a mão que estendeis aos pecadores, o caminho que nos conduz à verdadeira paz. Quando estávamos longe de Vós, de novo nos fizestes regressar, por meio de Cristo, vosso Filho, entregue por nós, para que, pela sua morte, reencontremos a paz convosco e com todos os homens.
Junta as mãos e, estendendo-as sobre as oblatas, diz: 
Por isso, ao celebrarmos a nossa reconciliação em Cristo, humildemente Vos suplicamos, Senhor: santificai, com o poder do Espírito Santo, estes dons que a Igreja Vos oferece,
Junta as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e sobre o cálice, dizendo:
obedecendo ao mandamento + do vosso Filho.
Junta as mãos.

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor devem pronunciar-se clara e distintamente, como o requer a natureza das mesmas palavras. 
Antes de dar a vida pela nossa libertação, estando à mesa,
Toma o pão e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar, continua: 
tomou o pão em suas mãos, dando graças Vos bendisse, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo:
Inclina-se um pouco. 
Tomai, todos, e comei: isto é o meu corpo, que será entregue por vós. 
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a sobre a patena e genuflete em adoração. 

Depois, continua: 
De igual modo, naquela noite,
Toma o cálice e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar, continua:
tomou o cálice da bênção em suas mãos, dando-Vos graças pela vossa misericórdia, e deu-o aos seus discípulos, dizendo:
Inclina-se um pouco. 
Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim. 
Mostra ao povo o cálice, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.

Em seguida, diz: 
Mistério da fé! 
O povo aclama, dizendo: 
℟. Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus! 

Ou: 
Mistério admirável da nossa fé! 
O povo aclama, dizendo: 
℟. Quando comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, esperando a vossa vinda gloriosa.
 
Ou: 
Mistério da fé para a salvação do mundo! 
O povo aclama, dizendo: 
℟. Glória a Vós, que morrestes na cruz e agora viveis para sempre. Salvador do mundo, salvai-nos. Vinde, Senhor Jesus! 

Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, diz: 
Celebrando o memorial da morte e ressurreição do vosso Filho, nós Vos oferecemos, Senhor, o sacrifício de reconciliação, que Ele nos deixou como sinal do seu amor e Vós confiastes às nossas mãos. 

Aceitai-nos também a nós, Pai santo, com a oblação do vosso Filho, e, neste banquete sagrado, dai-nos o vosso Espírito, para que afaste de nós toda a divisão e discórdia.

Celebrante principal ou concelebrante [1]: 
O Espírito Santo nos conserve em comunhão com o nosso papa N., com o nosso bispo N.,

O bispo, quando celebra na sua diocese, diz: 
e comigo, vosso indigno servo, 
O bispo, quando celebra fora da sua diocese, diz: 
e com o meu irmão N. (os meus irmãos), bispo(s) desta Igreja, e comigo, vosso indigno servo, 
Pode fazer-se menção do bispo coadjutor ou dos bispos auxiliares: 
o nosso bispo coadjutor (ou auxiliar) N. 
Ou: os nossos bispos auxiliares,  
 
os bispos do mundo inteiro e todo o vosso povo; e assim a Igreja resplandeça no meio dos homens como sinal de unidade e instrumento da vossa paz.

Celebrante principal ou concelebrante [2]: 
Lembrai-Vos dos nossos irmãos que adormeceram em Cristo e de todos os defuntos, cuja fé só Vós conhecestes. Vós, que nos reunistes à vossa mesa, para participarmos no pão da vida e no cálice da salvação, congregai um dia na unidade perfeita os homens de todos os povos e línguas, com a Virgem santa Maria, Mãe de Deus, os apóstolos e todos os santos, para que, no banquete da nova Jerusalém, gozem eternamente a plenitude da paz.
Junta as mãos. 

Toma o cálice e a patena com a hóstia e, elevando-os, diz: 
Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a Vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, por todos os séculos dos séculos. 
O povo aclama: 
℟. Amen.