Missal Romano da Tradução Portuguesa; Direitos reservados ao Secretariado Nacional de Liturgia Portuguesa e à Conferência Episcopal Portuguesa. Criado para o uso no apostolado de evangelização no Habblet Hotel, por Enrico Montini. Em comunhão com Sua Santidade, Bonifácio III.

Oração Eucarística da Reconciliação, I

ORAÇÃO EUCARÍSTICA DA RECONCILIAÇÃO
I

Este prefácio é complemento com a Oração Eucarística em si e não pode ser substituído.

℣.  O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣.  Corações ao alto.
℟. O nosso coração está em Deus.
℣. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
℟. É nosso dever, é nossa salvação.

Abrindo os braços, diz o prefácio:
Senhor, Pai santo, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, porque a todo o momento nos chamais a uma vida mais feliz. Na vossa bondade infinita, continuamente ofereceis o perdão e convidais o homem pecador a confiar plenamente na vossa misericórdia. Apesar, de tantas vezes, termos sido infiéis à vossa aliança, não Vos afastais de nós; antes, por Jesus Cristo, vosso Filho, nosso Senhor, estabelecestes, entre Vós e a família humana, um vínculo novo, tão forte que nada o poderá destruir. Também agora ofereceis ao vosso povo um tempo de reconciliação e de graça, para que, dócil à ação do Espírito Santo, a Vós se converta de coração sincero, a fim de viver a vida nova em Cristo e dedicar-se ao serviço dos irmãos. Por este admirável mistério do vosso amor, unidos à inumerável multidão dos que Vos louvam no céu, proclamamos as maravilhas da vossa salvação, dizendo (cantando) com alegria:

O povo, juntamente ao sacerdote, diz ou canta:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hossana nas alturas. Bendito O que vem em nome do Senhor. Hossana nas alturas

O sacerdote, de braços abertos, continua: 
Vós, Senhor, sois verdadeiramente santo, e, desde a origem do mundo, tudo fazeis para ajudar o homem a ser santo como Vós sois santo.
Junta as mãos e, estendendo-as sobre as oblatas, diz: 
Olhai para o vosso povo aqui reunido e enviai o vosso Espírito Santo,
Junta as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e sobre o cálice, dizendo:
a fim de que estes dons se convertam para nós no Corpo + e Sangue do vosso amado Filho, Jesus Cristo, no qual também nós somos vossos filhos. 
Junta as mãos.

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor devem pronunciar-se clara e distintamente, como o requer a natureza das mesmas palavras. 
Quando estávamos perdidos, incapazes de nos aproximarmos de Vós, destes-nos a maior prova do vosso amor: o vosso Filho, o único Justo, entregou-Se nas nossas mãos, deixando-Se pregar numa cruz. Mas, antes de estender os braços entre o céu e a terra, como sinal indelével da vossa aliança, quis celebrar a Páscoa com os seus discípulos. 
Toma o pão e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar, continua: 
Durante a Ceia, tomou o pão, dando graças Vos bendisse, partiu-o e deu-lho, dizendo:
Inclina-se um pouco. 
Tomai, todos, e comei: isto é o meu corpo, que será entregue por vós. 
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a sobre a patena e genuflete em adoração. 

Depois, continua: 
De igual modo, no fim da Ceia, sabendo que ia reconciliar em Si todas as coisas, pelo sangue derramado na cruz,
Toma o cálice e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar, continua:
tomou o cálice com vinho, e, de novo, dando-Vos graças, entregou-o aos seus discípulos, dizendo: 
Inclina-se um pouco. 
Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim. 
Mostra ao povo o cálice, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.

Em seguida, diz: 
Mistério da fé! 
O povo aclama, dizendo: 
℟. Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus! 

Ou: 
Mistério admirável da nossa fé! 
O povo aclama, dizendo: 
℟. Quando comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, esperando a vossa vinda gloriosa.
 
Ou: 
Mistério da fé para a salvação do mundo! 
O povo aclama, dizendo: 
℟. Glória a Vós, que morrestes na cruz e agora viveis para sempre. Salvador do mundo, salvai-nos. Vinde, Senhor Jesus! 

Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, diz: 
Celebrando o memorial da morte e ressurreição de Cristo, nossa Páscoa e nossa paz, enquanto esperamos o feliz dia da sua vinda gloriosa, nós Vos oferecemos, Deus fiel e verdadeiro, este sacrifício que reconcilia convosco todos os homens. 

Olhai com bondade, Senhor, para esta família que chamais à comunhão convosco, na participação do único sacrifício do vosso Filho, de modo que, pelo poder do Espírito Santo, vencidas todas as divisões e discórdias, sejamos reunidos, em Cristo, num só corpo.

Celebrante principal ou concelebrante [1]: 
Conservai-nos unidos uns aos outros de alma e coração, com o nosso papa N. e o nosso bispo N.

O bispo, quando celebra na sua diocese, diz: 
e comigo, vosso indigno servo, 
O bispo, quando celebra fora da sua diocese, diz: 
e com o meu irmão N. (os meus irmãos), bispo(s) desta Igreja, e comigo, vosso indigno servo, 
Pode fazer-se menção do bispo coadjutor ou dos bispos auxiliares: 
o nosso bispo coadjutor (ou auxiliar) N. 
Ou: 
os nossos bispos auxiliares,  
 
Ajudai-nos a preparar a vinda do vosso reino, até comparecermos diante de Vós, santos entre os santos na vossa morada celeste, com a Virgem santa Maria e os apóstolos, (são N.) e os nossos irmãos defuntos, que recomendamos à vossa misericórdia, para que, na nova criação, finalmente libertos da corrupção da morte, possamos cantar sem fim o hino da ação de graças de Cristo, vosso Filho, eternamente vivo e glorioso. 
Junta as mãos. 

Toma o cálice e a patena com a hóstia e, elevando-os, diz: 
Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a Vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, por todos os séculos dos séculos. 
O povo aclama: 
℟. Amen.